domingo, 27 de abril de 2008

MAGIC 101






Kai Budde


Olá a todos,

Depois de alguns meses sem escrever para o site da nossa equipa (pelos mais diversos motivos...) voltei com a intensão de escrever um artigo a cada 2 semanas sobre as teorias nas quais assenta o magic.
E hoje pretendo falar àcerca da crescente agressividade e arrogância que assola uma boa parte da nossa comunidade de jogadores de torneio.
Acabamos agora a temporada de qualificação para Hollywood e eu fui a alguns destes torneios. Nestes torneios, como joguei de TEPS (grande baralho de combo que me permitiu resultados sólidos), tive a oportunidade de ver bastantes jogos, algo tipico de decks que se não matam até ao turno 4 morrem no turno a seguir... Durante estes jogos e, à medida que o tempo na ronda avançava, eu observava uma degradação na relação entre os 2 jogadores, que levava a pequenas discussões sobre regras e tudo e mais alguma coisa, que acabavam geralmente sem benefício para nenhum os jogadores (geralmente em empates, porque as discussões demoravam mais do que o jogo em sí).
Sobre este assunto acho importante esclarecer a diferença entre Trash Talking e o que eu assisti.
Como eu já aquí disse no meu ultimo artigo, existem 2 tipos de trash talking, o positivo e o negativo, com o objectivo de perturbar o adversário. Neste caso falamos do trash talking negativo, que com pequenos pormenores, visa perturbar a capacidade do adversário de discernir a melhor jogada a cada turno. Isto é bastante eficaz, mas apenas se existir uma grande diferença entre o currículo dos jogadores, em que o jogador que está a fazer o trash, tem de ter um nome feito no magic e ser respeitado como um grande jogador, bastante melhor que o jogador que está a ser alvo do trash. Podemos ver um exemplo disto no jogo do português Márcio Carvalho (parabens, a propósito, pelo grande resultado!!!!) vs a lenda do Magic, Mr. Jonny Magic, John Finkle (a quem não conhecer o currículo deste senhor, sugiro uma visita ao Magic Hall of Fame), nas meias finais do Pro Tour Kuala Lumpur. Neste caso há uma diferença enorme em termos titulos entre os dois jogadores, e o facto de o Jonh Finkle ser considerado, unanimemente, como um dos dois melhores jogadores de sempre (a par de Kai Budde), serviu como arma para intimidar o Marcio. Arma que o Finkle utilizou com a mestria que se espera dele, logo desde o início, quando pediu ao Marcio Carvalho para não olhar para o baralho dele enquanto baralhava, e seguiu com vários outros detalhes que desconcentraram o Márcio. Isto sem qualquer tipo de demérito do Marcio Carvalho, que havia já batido outra lenda do Limited, Nikolai Herzog, nos quartos de final. O que pudemos assistir em Kuala Lumpur foi a um grande mind game de um dos melhores de sempre.

Voltando ao tema, se não existir um grande desnivel entre a qualidade que é reconhecida ao dois jogadores, este Trash Talk negativo torna-se ineficiente, porque apenas serve para desconcentrar ambos os jogadores e tornar o jogo lento. Há também que ter em atenção que os mind games são uma faca de dois gumes. Um Trash Talk mal executado, pode levar a que o vosso oponente jogue o seu melhor jogo contra vocês numa prespectiva de se afirmar como o melhor jogador da mesa, servindo mais como motivação do que como um factor perturbador. Outro aspecto negativo de perder um jogo em que tentaram usar o vosso estatuto de bons jogadores para vos dar uma vantagem e falharam, é a frustração e desmotivação de terem perdido com um jogador que pensavam inferior.
Eu evito sempre jogar este tipo de mind games, numa prespectiva negativa. Prefiro mostrar-me ao meu adversário como uma pessoa simpática e bem disposta. Isto permite que os meus adversários não me considerem uma ameaça e joguem relaxadamente contra mim, enquanto eu os procuro ler e perceber a melhor forma de os surpreender e ganhar o jogo. Esta forma permite-me mais facilmente fazer bluffs, porque o meu adversário tende a confiar mais em mim. Também encoraja o meu adversário a fazer jogadas inferiores, pois não se sente ameaçado pela minha presença e logo arrisca mais. Tudo isto beneficia o meu jogo sem ter todos os aspectos negativos que referi acima para o trash talking negativo. Um mestre neste tipo de jogo mental é Kenji Tsumura, que é conhecido por avisar os oponentes que têm de pagar os pactos!!! Os comentadores da Sideboard dizem que ele tem uma aura de comando que leva os oponentes a jogarem da forma que ele quer.
Resumindo, a agressividade que tenho visto, na minha opinião não leva a nada e não é sinónimo de competitividade, pelo que aconselho os jogadores a utilizarem-na com algum cuidado, pois pode ter mais efeito neles que nos adversários.
No proximo artigo procurarei começar a abordar as diversas teorias sobre card advantage. Até lá, divirtam-se e joguem muito!!!
Daniel Pinto, Team KounterSpell

sexta-feira, 25 de abril de 2008

ACTUALIZAÇAO

CHAMPION LEAGUE

Ivo: 86 - Faeries UB
Carlos Nobre: 82 - Doran/Elfos GB
Danny: 58 - White Weenie/Burn MonoRed
António: 58 - White Weenie/Doran

José Marta: 51 - Burn MonoRed/UW control
Carlos Ramos: 48 - Black Korlash
Mario Abreu: 48 - Faeries UB
Marco Travassos: 27 - Elementais Reveillark
Pedro Correia: 22 - White Weenie
Dinis Binnema: 18 - Doran GB
Luis Santos: 18 - Counter Burn
Zé Pedro Figueiredo: 15 - Doran
Pedro Gândara: 15 - White Weenie
Miguel: 15 - Doran/Crazy Druids
Pedro Silva: 13 - Doran Ents
Luís Daniel: 12 - Drafts
Vítor Baptista: 12 - Elfos GB
Tiago Cardão: 9 - white weenie/Goblins RB
Antonio abrantes: 9 - RW beatdown
Paulo Carvalho: 9 - Drafts
Luís costa: 9 - Goblins
Tiago Gonçalves: 6 - merfolks beatdown
Ricardo Ferreira: 6 - Mana Ramp/Elementais UWR
David Furtado: 6 - elementais UWR
Bandeira: 6 - Counter Control UG
Diogo Figueiredo: 6 - White Weenie
Andrew: 6 - Burn monoRed
Ludgero: 6 - rogues
David Navega: 6 - Drafts
Emanuel Bicho: 6 - Drafts
Vicente: 4 - Drafts
Brito: 3 - White Weenie
Ruben: 1 - Elfos GB

NOVIDADE

No final da liga, dia 30 de Maio, fazer-se-à um TOP 8, 1 dia inteiro a jogar magic, em vários formatos, para os jogadores de TOP 8 da liga, para decidir a vitória da pithing needle além dos prémios normais, boosters pelas inscrições, como nos torneios semanais.

SABADO dia 30:

Ás 10h Draft do TOP8. Os 4 primeiros passam à próxima fase.
Às 15h Torneio de Bloco, os 2 primeiros passam á próxima fase.
Às 18h torneio de Standard, com a final.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

NOVIDADES


FNM na DUNGEON.


Apareçam já dia 1 de maio.


2.50 euros inscriçao. 4 peldenhavens em jogo.

1 para o primeiro

1 para o segundo

2 sorteados pelos nao vencedores


A carta é um peldenhaven foil DCI
Calendario de jogos:
ás 17.30
dia 1. T2
dia 8. bloco
dia 15. T2
dia 22. Bloco


ás 21h
dia 29. Draft

Modificado porque á quinta feira dá mais jeito ao pessoal, visto a cidade em que nos encontramos ser de estudantes, que muitos vao de fim de semana (se bem que deviam ficar um ou outro pra dar umas jogas de T2 aos sabados:P).

No calendario dos jogos da Wizards DCI aparece ás sextas pq pra eles tem de ser as sextas (FRIDAY night magic) mas nao haverá problema se for feito desta forma.

obrigado.

alguma coisa comentem.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Incentivos a umas boas partidas.


Hoje correu excelente o draft. Fomos 8 e ainda ficou gente de fora, 3 pessoas, por falta de Spot na mesa de 8. Faremos Pré inscriçao da proxima vez.

Ganhou Paulo Carvalho, já a caminho de se tornar um Pro de Coimbra, o que é excelente para a cidade, que falta vida em torneios e competitividade. Levou um Garruk.

Emanuel Bicho, jogador em possivel ascensao, ficou em segundo, com um reviravolta inesperada de pairings, levando pra casa um belo doran foil.

Em terceiro Ivo Pessoa, um já habitual vencedor de torneios na zona, ficou com um colossus.

citaçoes:

Paulo Carvalho: "gosto de drafts com 8 pessoas".
Emanuel Bicho: "que xulado isto tudo"- referindo se as suas picks.
Ivo Pessoa: "é sempre a mesma coisa contra ti" - no seu moligan a 5, quando defrontava Paulo Carvalho na final.

cenas engraçadas:
Paulo Carvalho a ganhar ao 5 e 4 turno com deck de draft, com combo, ao Emanuel Bicho.
Marco Travassos a sacar uma mão de 7 terrenos.
Antonio Abrantes em choradeira por ter perdido contra o Bicho.

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Já no sabado anterior vieram 12 pessoas no torneio de T2. e antes desse fomos 14. A vida de jogo começa a voltar a coimbra, com esforço da Dungeon.


Os torneios de bloco de quinta feira tambem tem contado com 10 pessoas. E agora com friday night magic ás sextas será "brutal" com diria Carlos Nobre :) primeiro da liga.


Venham mais e mais. Seremos 20 e tal um dia, e o pessoal nos torneios de fora de Coimbra, em Porto e Lisboa dirá: " Aí vem a malta de coimbra", quando irromper mos pela porta, uns 15, bem armados com decks e muito playtest. Ou quando vierem cá a pensar em levar nos as qualificaçoes nos regionais de coimbra, e perceberem que nao será mais bem assim.



Fiquem bem, e joguem muito.


Danny

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Draft


[Breve explicaçao:Em draft, normalmente jogam 8 pessoas. A cada jogador sao dados 3 boosters (as ediçoes dependem). Depois, cada jogador abre um desses boosters, escolhe uma carta e passa as restantes ao jogador à sua esquerda. O processo continuaate que nao restem mais cartas para escolher (pick). Depois, faz se o mesmo com o 2º booster, com a diferença de este ser rodado para a direita, e com o terceiro volta-se a rodar para a esquerda. No fim deste processo, cada jogador tera 45 cartas e com elas tera de construir um deck, com um minimo de 40 cartas (terrenos incluidos).]


Tudo muito facil ate agora certo? Mas... e como criar um deck funcional com apenas estas cartas para escolha? Com este artigo pretendo dar algumas dicas sobre como draftar, estrategias e quais as bombas que circulam actualmente em draft e que, segundo a minha opiniao, ganham jogos.


1º. Atitude:

Durante um draft, a tua atitude é muito importante. Nao estejas com um ar desanimado, mas tambem nao sejas condescendente para com os outros. Tenta permanecer com uma atitude neutra, mesmo que te apareça a melhor carta à frente. Faz as tuas escolhas, sem ligar ao que os outros dizem. Muitos jogadores tentam intimidar os outros. Mantendo-te calmo conseguiras sempre fazer a melhor escolha.


2º. Estratégia:

Ter uma estrategia é importante. Nao estou a dizer ja a teres antes de o draft sequer começar, pois isso ate podera ser mau. Mas convem seres coerente com os teus picks e pensar em certas coisas, como por exemplo, que um deck nao pode ter so criaturas, tem de ter removal tambem e etc. Uma coisa que tens de ter em atençao, e que podera revelar se importante é o facto de tu conseguires influenciar directamente a pessoa sentada a tua esquerda. Esse jogador ira escolher sempre de um booster depois de ele ter passado por ti (excepto no segundo, em que roda para a direita) e pode se aproveitar esse facto. Imagina que estas a draftar lor-lor-mor e estas a fazer picks baseados no branco e azul. Sabes que o jogador a esquerda esta a fazer verde, mas esta ainda indeciso sobre outra cor. Se lhe deixares passar uma carta que seja "bomba" em draft vermelha ou preta, quando for ele a passar para ti, ja nao estara interessado em picar as tuas cores... Mas lembra te sempre que tambem tu tens uma pessoa a tua direita, que te podera fazer o mesmo... Outra estrategia é o anti-pick, ou seja, picar tudo o que de bom apareça. Mas atençao, podes chegar ao fim e nao ter nada consistente. Mas certas coisas simplesmente nao podes deixar passar, é uma questao de conciliar as coisas. Ignora as raras: na grande maioria dos drafts, sao as comuns que decidem os jogos. A maioria das raras nao serve de nada em draft. Concentra te no que a carta faz e se da jeito ou nao e esquece a sua raridade.


3º. Mana curve:

Uma mana curve bem ajustada é muito importante, especialmente em draft, em que nao teras grandes mana fixers, tais como pains, duals, etc. Por isso, num deck de 40 cartas, normalmente usam-se entre 14 a 16 terrenos basicos. Depois entram outras variaveis ao barulho: O deck é mono ou multicolorido? Tens mesmo duas cores ou de uma so tens o splash? Como tal, no caso de ser multicolorido (em draft recomendo 2 cores como o ideal), tens de dar atençao a qual das cores é a predominante e ajustar o numero de terrenos. Se tens 17 cartas verdes e 7 cartas vermelhas, nao vais por 8 florestas e 8 montanhas, pois nao?

Toma tambem atençao que existem certas cartas que em constructed nao sao quase usadas, mas em draft sao espectaculares para te ajudarem quer a fixar o mana quer a darem te alguma aceleraçao.
Agora que estás preparado anda participar nos Drafts da loja, á Segunda Feira á noite, ás 21h. fazem parte da Liga.
Abraço.

Jogar em primeiro ou Comprar?



A primeira decisão que temos de tomar numa partida de magic, é se devemos começar a jogar em primeiro lugar, ou em segundo e comprarmos uma carta. O senso comum diz-nos que devemos optar por jogar em primeiro lugar. Isto é quase uma verdade de La Palisse para constructed, veja-se o exemplo de extended em que muitos matchups são quase decididos no dado inicial, mas o mesmo não se aplica a limited. Já pararam para pensar, se jogar primeiro é a melhor opção?
Optar por comprar, trás algumas vantagens. Quando se joga em segundo, tem-se a oportunidade de fazer mulligans mais agressivamente, com menos probabilidade de ficar mana screwed o jogo inteiro. Além disso temos o conhecimento do número de mulligans do oponente, o que é mais um dado para optarmos por ficar com uma mão ou não.
Em sealed deck tempo, não é a razão pela qual se ganha muitos jogos, trata-se sobretudo de conseguir jogar as cartas, e comprando primeiro, há mais hipóteses disso acontecer, enquanto é relevante. Existem algumas situações em que jogar primeiro pode não ser a melhor opção:
Sealed é mais lento (e inconsistente) que draft e a vantagem que se tem em jogar primeiro, normalmente não é tão importante como a card advantage, que se ganha jogando em segundo lugar. Além de que, nos primeiros turnos, não se geram ameaças suficientes para vos desassossegarem e terem de se livrar delas rapidamente.
Muitas vezes somos forçados a jogar com mais do que duas cores, e como se sabe nesses casos, a base de mana não é tão consistente, o que leva a fazer mais mulligans, daí comprar primeiro ser uma vantagem.
Uma outra situação, em que comprar primeiro traz vantagens, pode advir de terem perdido o primeiro jogo, (para o azar por exemplo) mas terem um deck melhor que o oponente. Nesta situação será melhor comprar primeiro para evitar problemas de mana.
Se tiverm um deck mais reactivo que próactivo, começar primeiro não trará grande vantagem, enquanto que a carta extra o trará, pois teram potencialmente mais respostas.
Jogar em primeiro também tem vantagens, por exemplo:
Tempo. Se jogarem primeiro colocando ameaças nos primeiros turnos, colocam o oponente numa posição reactiva. Se este não estiver a jogar com um deck reactivo, já poderão ter abolido o seu plano de jogo. Mana. Ao termos mais mana em jogo, temos mais opções de magias para jogar. Ter aceleradores de mana no deck, dá ainda mais ênfase a esta situação, pois podemos jogar ameaças mais cedo.
João Coelho, Team KounterSpell

NOVIDADES

NOVO modelo de jogo:

A liga:

No final da liga fazer se á um TOP 8, em tipo de jogo ainda a decidir (standard, draft, Extended, ou bloco - votem nos comentarios) com os 8 primeiros. esses oito jogarao pela pithing needle.
o primeiro recebe logo o fatpack.

Para ter alguma emoçao ao fim.

Digam de vossa opiniao, se nao concordarem. Mas em principio será assim mesmo.

No final da liga, dia 24 de maio, teremos um PRIZE MONEY de Standard.
começa ás 10h, inscriçao de 10 euros para ganhar premio em dinheiro (100 euros, dependendo da afluencia), ganhar boosters nos segundos e terceiros lugares e se vier gente suficiente fazer top eight e cada um do top receber um booster logo directo.

Depois recomeça a liga.

obrigado.



ACTUALIZAÇAO:

Foi me dada uma sugestao da qual gostei muito.
1 dia inteiro a jogar magic, em varios formatos, para os jogadores de TOP 8 da liga, para decidir a vitoria da pithing needle além dos premios normais, boosters pelas inscriçoes, como nos torneios semanais.
seria:

10h:
Standard (2.50)
DCI
14h:
Draft (10 euros)
DCI
18h:
Bloco (2.50)
DCI

Digam a vossa opiniao.

obrigado.

Mais uma Actualizaçao

CHAMPION LEAGUE

Carlos Nobre: 73 - Doran/Elfos GB
Ivo: 62 - Faeries UB
Danny: 49 - White Weenie/Burn MonoRed

Carlos Ramos: 42 - Black Korlash
José Marta: 39 - Burn MonoRed/UW control
Mario Abreu: 39 - Faeries UB
António: 37 - White Weenie/Doran
Pedro Correia: 22 - White Weenie
Dinis Binnema: 18 - Doran GB
Pedro Gândara: 15 - White Weenie
Miguel: 15 - Doran/Crazy Druids
Pedro Silva: 13 - Doran Ents
Luís Daniel: 12 - Drafts
Luis Santos: 12 - Counter Burn
Marco Travassos: 12 - Elementais Reveillark
Vítor Baptista: 12 - Elfos GB
Tiago Cardão: 9 - white weenie/Goblins RB
Tiago Gonçalves: 6 - merfolks beatdown
Ricardo Ferreira: 6 - Mana Ramp/Elementais UWR
David Furtado: 6 - elementais UWR
Bandeira: 6 - Counter Control UG
Luís costa: 6 - Goblins
Zé Pedro: 6 - Doran
Vicente: 4 - Drafts
Diogo Figueiredo: 3 - White Weenie
Andrew: 3 - Burn monoRed
Brito: 3 - White Weenie
Ruben: 1 - Elfos GB

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O Magic e a evolução. O primeiro passo.




O Magic é um jogo em que é o próprio jogador que define o tipo de jogador em que se vai tornar ao longo do tempo. Não sendo novidade nenhuma existem vários tipos de jogadores, aqueles que jogam Magic Casual, os que jogam Magic Competitivo e os que jogam Magic Profissional, no entanto muitos dos jogadores a nível competitivo/profissional também jogal Magic Casual. No meu caso apenas jogo Magic competitivo (Torneios Locais, Pro Tour Qualifiers) e Magic Profissional (Grand Prixs e Pro Tours).

Neste artigo partilho um bocado da expência que tenho e do que me aconteceu ao longo da carreira de jogador desde casual até profisional com o objectivo de incentivar e dar algumas sugestões que podem facilitar a evolução como jogador de magic.

Aproximadamente a 10 anos atrás foi quando comprei o meu primeiro baralho de cartas, tendo começado logo após o release da edição Tempest. Durante algum tempo joguei magic casual com os meus amigos das escola e vizinhos. Nesta altura ainda não fazia ideia que existiam torneios, e a falta da internet fazia com que fizessemos os nossos próprios decks com os boosters que comprávamos no dia-a-dia.
Passado um ano comecei a ter conhecimento dos torneios e acabei por comprar o meu primeiro baralho de construído que na altura foi o Sligh Red (Esferas de raios, Pergaminhos, Jackal Pups, etc…) , que acabou por ser roubado na escola, e muito triste com essa situação deixei de jogar magic e vendi todas as minhas cartas ao desbarato. Este é um erro comum que a maioria dos jogadores de magic comete.
No ano de 2002 voltou a surgir o interesse pelo jogo novamente quando vi os meus amigos a jogarem, e nessa altura voltei a montar o meu deck de construído mais uma vez num arquétipo Aggro/Beatdown vermelho e verde (época de invasion e odyssey). Joguei torneios até 2004 e mais uma vez fiz uma pausa no magic. No final do ano de 2005 convenceram-me a jogar o último regional dessa época no qual fiz top 4 (Limited) mas não me consegui qualificar ficando por aí nesse ano. Continuei a jogar magic e em 2006 após muita dedicação e treino sempre com o mesmo deck (desta vez Tron UR) qualifiquei-me para o Nacional no segundo regional que joguei. Fiquei bastante entusiasmado por me ter qualificado para o Nacional pela primeira vez e isso motivou-me a treinar bastante no Clube local e no programa de computador Magic Online juntamente com os outros jogadores.
Fruto deste treino e dedicação foi o 3º lugar no Nacional, que me levou ao 5º lugar no Mundial no qual usei o deck Red Green Beatdown para tipo 2 e Boros Deck Wins para Extended. No meu 3º Pro Tour no Japão, Yokohama voltei a fazer top 8 mais uma vez com um deck Red Green de bloco mas do tipo Mid-Range, significando isto que poderia funcionar como Aggro(Beatdown) ou como Aggro-Control.
Com a experiência que ganhei ao longo de todos estes anos e torneios, a sugestão que deixo a quem quiser dar o seguinte passo, é descobrir o seu tipo de deck/estratégia e treinar muito bem essa mesma estratégia. A minha escolha de deck é sempre feita baseada naquele que mais me agrada e com que me divirto mais a jogar e não por ser o melhor deck, ou porque foi o deck que ganhou o Pro Tour X ou Y. Estar constantemente a mudar de deck é um erro que se deve evitar sériamente, porque não é o deck que vai tornar num melhor jogador, prova disso basta pensar nos decks que usei no mundial e em Yokohama, não eram os melhores, mas era uma estratégia com a qual estava muito familiarizada e sabia o que fazer contra todo o tipo de decks e situações. Lembrem-se que não podemos correr antes de sabermos andar. Muitos jogadores profissionais usam este método e jogam com os decks que melhor lhes agradam e temos um bom exemplo Nacional com sucesso, Tiago Chan que faz sempre a escolha de deck para o seu tipo de estratégia.
Ganhar também é importante mas não é por um torneio correr mal ou por se ficar em último que se tem de mudar de deck ou desmotivar. Uma sugestão para ganhar mais nos torneios locais é conhecer os oponentes e os decks que vão usar. Toda a informação é útil, e usando essa informação pode-se criar estratégias de sideboard e mesmo algumas alterações de main deck para ganhar aos outros jogadores habituais. Todas estas aplicações no magic vão melhorar o nível de jogo e naturalmente os resultados começam a aparecer.
Magic Online: Para os que tiverem possibilidade o Magic Online é uma ferramenta muito vantajosa para aqueles que quiserem evoluir para um nível competitivo, e uma vez que estejam no nível torna-se indespensável, para além do facto que no magic online não se pode voltar atrás, assim o mínimo erro pode mudar o curso do jogo, ronda ou mesmo do torneio por completo obrigando assim o jogador a ganhar um nível de concentração maior, que normalmente nos torneios locais um erro mínimo em certas situações acaba por se deixar mudar ou voltar atrás. Outra vantagem é o factor de se estar a jogar em casa ou noutro lugar a qualquer altura do dia não estando dependente dos horários semanais para os torneios locais.


Espero que este pequeno artigo faça alguma diferença para algum jogador e boa sorte para os vossos torneios.

Paulo Carvalho